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Servidores do TJ cobram equipamentos no teletrabalho, após ultrabooks distribuídos a juízes

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Tribunal ignorou demanda dos servidores, inclusive no decorrer da pandemia de coronavírus, quando o trabalho remoto era compulsório
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O presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargador Edson Ulisses, vai chegando ao final do mandato sem atender várias reivindicações dos servidores, dentre elas a concessão do maquinário necessário ao teletrabalho. Essa política, porém, não se aplica aos juízes, que no mês passado receberam 200 ultrabooks, ao custo de R$ 7.500,00 cada, valor que daria para comprar 5 notebooks. Diante disso, a direção do sindicato solicitou que a estrutura dispensada aos magistrados seja estendida aos trabalhadores, através de ofício expedido dia 06.

Na pauta de reivindicações de 2021, de conhecimento do presidente e de todos os desembargadores e desembargadoras, os servidores efetivos solicitaram que o Tribunal subsidiasse a aquisição, manutenção ou fornecimento de equipamentos tecnológicos, inclusive internet, para a devida realização do teletrabalho. Além da questão da infraestrutura, os servidores apontaram a necessidade de ampliação do teletrabalho parcial para aqueles que atuam na área fim.

“Em 2021, a solução apresentada pela Presidência do TJSE foi um convênio com o Banese, para que o trabalhador tivesse acesso a uma linha de crédito e, enfim, se endividasse para comprar o equipamento necessário para realizar o trabalho remoto compulsório, durante a pandemia. Agora, chega ao nosso conhecimento a compra desses ultrabooks caríssimos para distribuir para os juízes, ao custo total de R$ 1,5 milhões. Enviamos um documento ao presidente questionando a razão desse tratamento desigual, que fornece equipamento de ponta para quem ganha mais e nega a quem ganha mesmo”, critica Jones Ribeiro, coordenador geral do Sindijus.

A Presidência do Tribunal de Justiça ainda não respondeu ao ofício expedido pela Diretoria do sindicato, que continuará atenta na cobrança para que seja garantido tratamento igualitário entre servidores e magistrados no TJSE.