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Com presença massiva da base, Federações do Sistema de Justiça lançam oficialmente Plataforma para Eleições 2022

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Documento está disponível para download gratuitamente no site das três Federações que representam as trabalhadoras e trabalhadores que atuam no Sistema de Justiça

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De forma histórica, as três Federações do Sistema de Justiça, Fenajud, Fenamp e Fenajufe, se uniram e lançaram a Plataforma Política das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Sistema de Justiça Brasileiro – Eleições 2022, em Brasília (DF). O evento oficial aconteceu nesta quinta-feira (14) e contou com a participação de quase cem pessoas, dentre elas membros de centrais sindicais, sindicatos de base, assessores e parlamentares. O material está disponível para download e pode ser baixado no site das entidades.

As coordenadoras gerais Lucena Pacheco e Sandra Dias, da Fenajud, compuseram a mesa diretora ao lado de Alexandre Santos e Arlete Rogoginski, da Fenajud, e de Alberto Ledur e Aloysio Carneiro, coordenadores da Fenamp. Além deles, o ex-ministro do governo Lula, Luiz Dulci, também fez uma análise do panorama político atual. A deputada federal Erika Kokay e o senador Randolfe Rodrigues também prestigiaram o lançamento do documento, de forma presencial e on-line.

Em sua fala de abertura a coordenadora Sandra Dias reforçou a importância da plataforma para o momento político e afirmou que “as eleições de outubro de 2022 representarão o momento político mais importante para a defesa do estado de direito e da preservação do processo civilizatório, interrompido em 2016, quando se iniciou a implantação sistemática de projetos com o intuito de desconstruir o arcabouço social, trabalhista e previdenciário previstos em nossa Constituição”.

Alberto Ledur, coordenador da Fenamp, lembrou que “a iniciativa coloca as nossas três federações em um movimento com compromisso com a democracia e com compromisso com a democratização das instituições do Sistema de Justiça. Construímos uma plataforma que não só dialoga com os pleitos das nossas categorias, mas com toda a classe, que tem compromisso de defesa de toda a classe trabalhadora, que tem vivido nos últimos anos um verdadeiro massacre”.

Lucena Pacheco disse que além do papel político, a plataforma é um mecanismo que irá contribuir para uma sociedade melhor, que atenda todo os segmentos da sociedade que precisem do Sistema de Justiça.

Registramos ainda a participação das coordenadoras Fernanda Lauria, e Paula Meniconi.

Arlete, coordenadora da Fenajud, ressaltou que o serviço público está sob ataque desde 2016 “Temos visto a degradação das condições de vida do povo brasileiro, não é esse o cenário que nós precisamos para o nosso país. Precisamos conscientizar o nosso povo de que esse cenário político não é o ideal para o nosso país. Temos um solo tão produtivo e 23 milhões de pessoas passando fome, esse não é o cenário que nós, servidores do Sistema de Justiça queremos para o nosso país”, apontou.

Em suas falas, os demais participantes ressaltaram a importância das Federações em unificar a luta em prol do fortalecimento do Poder Judiciário nesse momento em que a conjuntura atual tenta fragilizar não só o PJU, assim como também a democracia do País.

Luiz Dulci, que foi ministro no governo Lula, disse que “O Brasil vive uma situação híbrida. Temos um estado de exceção, no sentido pleno da palavra. Não é uma democracia plena e não é uma ditadura aberta, é uma situação que partilha dessas duas dimensões. Em certos aspectos prevalece o estado de direito, em outros prevalece um regime autoritário. A cada dia temos um fato novo, que não se limita a repetir o dia anterior. É uma escalada contra a democracia e contra o país”.

O ex-ministro comentou ainda que “Os sindicatos enfrentam dificuldades. Tem muita gente que não acredita em sindicato. Houve um trabalho, a mentalidade neoliberal é anti-associativa, combate o esforço coletivo, é a defesa do individualismo, do consumismo, contra tudo o que é solidariedade e ação coletiva”.

O evento reafirmou o comprometimento das entidades na defesa do conjunto dos servidores públicos que têm sido alvo dos ataques do governo.

Além da unificação da luta das entidades do Sistema de Justiça , a Plataforma Política é um mecanismo que visa promover um diagnóstico efetivo dos parlamentares que atuam em favor não só dos servidores públicos como da classe trabalhadora como um todo.

Os parlamentares Erika Kokay, deputada federal pelo PT/DF, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) parabenizaram as entidades pela iniciativa. A deputada Erika Kokay disse que “a plataforma é absolutamente fundamental e urgente para o país. É preciso levá-la para dentro da Câmara dos Deputados”.

Os sindicatos de base Sisejufe/RJ, Sindjufe/MT, Sintrajufe/RS e Sitraemg/MG estiveram presentes com seus representantes, Fernanda Lauria, Juscileide Rondon e Arlene Barcelos, respectivamente.

Acesse as fotos, AQUI.



Fonte: Fenajud