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Em junho, cesta básica de Aracaju ficou 16% mais cara do que um ano atrás

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Feijão e leite foram os produtos que apresentaram as maiores elevações

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Levantamento feito pelo Dieese Sergipe, divulgado na última semana, demonstrou que houve uma alta de 16,76% no preço do conjunto de alimentos que compõem a chamada cesta básica em Aracaju. A elevação em junho deixou o custo do conjunto de alimentos, no município, acima da média do primeiro semestre, que foi de 15,03%.

De acordo com o Departamento Intersindical, a média do tempo de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta em Aracaju é de 99 horas e 49 minutos. Isso corresponde a 17 minutos a mais do que o verificado no levantamento realizado em maio de 2022, quando os mesmos itens poderiam ser adquiridos ao custo de 99 horas e 32 minutos de trabalho.

Outro dado medido pelo Dieese foi o impacto da cesta básica em Aracaju no salário-mínimo. No mês passado, para adquirir o mínimo à subsistência, um trabalhador assalariado precisou comprometer 49,05% da remuneração. Em maio, esse mesmo indicador teve percentual de 48,91%.

O levantamento ainda revela que o feijão e o leite foram os produtos que apresentaram as maiores elevações de preços em Aracaju, com variações de, respectivamente, 7,66% e 4,34% em relação ao mês anterior.

Números de junho de 2022
• Valor da cesta: R$549,91
• Variação mensal: 0,28%
• Variação no ano: 15,03%
• Variação em 12 meses: 16,76%
• Produtos com alta de preço médio em relação a maio: feijão (7,66%), leite (4,34%), pão (2,68%), café (1,29%), açúcar (0,73%), farinha (0,71%), manteiga (0,49%) e arroz (0,17%)
• Produtos com redução do preço médio em relação a maio: banana (-4,14%), óleo (-4,03%), tomate (-2,27%) e carne (-0,71%)
• Jornada necessária para comprar a cesta básica: 99 horas e 49 minutos
• Percentual do salário-mínimo líquido gasto para compra dos produtos da cesta para uma pessoa adulta: 49,05%