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Fenajud interpela judicialmente ministro da Economia Paulo Guedes

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Fonte: Fenajud

 

 

guedesA Federação Nacional Dos Trabalhadores Do Judiciário Nos Estados – FENAJUD ingressou, no último sábado (22), por meio de sua assessoria jurídica, com uma interpelação judicial contra o ministro da Economia, Paulo Guedes. A medida – sob o número 1010308-97.2020.4.01.3400, encaminhada à Justiça Federal em Brasília (DF), tem por objetivo pedir esclarecimentos sobre as declarações agressivas do titular da pasta, onde referiu-se aos trabalhadores e as trabalhadoras do serviço público como “parasitas”. A fala do ministro, que repercutiu principalmente entre os servidores, foi feita em um seminário sobre o Pacto Federativo, realizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, no início do mês.

Para a entidade o ministro do governo de Jair Bolsonaro passou de todos os limites quando fez ofensas aos trabalhadores do serviço público brasileiro ao proferir a seguinte frase: “O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. Não dá mais, a população não quer isso”, afirmou o ministro.

Conforme a argumentação da Federação, “o interpelado [ministro]ao longo do último ano, vem fazendo comentários desagradáveis referente aos servidores públicos do Estado brasileiro. Esse insiste em insinuar que o déficit do orçamento da união é por culpa exclusiva dos servidores públicos e demais membros da sociedade brasileira como os aposentados. Frisa-se que o ministro em nenhum momento questiona o governo quanto ao pagamento dos juros da dívida pública para meia dúzia de banqueiros que não produzem nada para o desenvolvimento do país como nação”.

Desse modo, a ação cobra esclarecimentos acerca de pontos específicos de manifestação do Ministro que, por intermédio de referências, alusões ou frases pode fazer surgir dúvidas acerca do caráter ilícito e danoso.

 

 

Confira na íntegra do documento jurídico