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Inflação medida pelo IPCA volta a subir em outubro, com avanço de 0,59%

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Índice subiu 6,47% em 12 meses até outubro

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir em outubro, com avanço de 0,59%, após recuo de 0,29% em setembro. O resultado acumulado em 12 meses atingiu a marca de 6,47%, a menor desde março do ano passado. No ano, índice sobe 4,7%.

Meu projeto 63O resultado ficou acima do teto das projeções das consultorias ouvidas pelo Valor Data, que esperavam uma alta de 0,30% a 0,54% no mês. A mediana indicava uma alta de 0,49%.

Segundo o IBGE, o grupo composto por alimentação e bebidas subiu 0,72% no mês, enquanto os gastos com transportes subiram 0,58%.

Nos meses anteriores, o corte dos impostos dos combustíveis foi um dos grandes responsáveis pela deflação, já que fez com que os preços de transportes caíssem.

Já os gastos com habitação subiram 0,34% na passagem do mês, enquanto energia elétrica subiu 0,30%.

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de uma 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.


O que mais aumentou?

Das nove classes de despesas usadas para cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do governo, seis tiveram aceleração na passagem entre setembro e outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA geral passou de -0,29% em setembro para 0,59% em outubro.

Foram observadas taxas maiores de inflação, na passagem entre setembro e outubro, em alimentação e bebidas (de -0,51% para 0,72%), artigos de residência (de -0,13% para 0,39%), transportes (de -1,98% para 0,58%), saúde e cuidados pessoais (de 0,57% para 1,16%), educação (de 0,12% para 0,18%), e comunicação (de -2,08% para -0,48%).

Por outro lado, foram observadas taxas menores em habitação (de 0,60% para 0,34%), vestuário (de 1,77% para 1,22%) e despesas pessoais (de 0,95% para 0,57%).

Entre as classes de despesas, o maior impacto veio de alimentos e bebidas, que responderam por 0,16 ponto percentual da taxa de 0,59% do IPCA geral.

Individualmente, o maior impacto para a alta do IPCA de setembro veio de passagem aérea, cujo preço subiu 27,38% e respondeu também por 0,16 ponto percentual.



Fonte: Valor Investe