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Pesquisadores da UFS projetam estabilização da pandemia em SE a partir de dezembro

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Previsão considera avanço da vacinação e redução da taxa de reprodução do vírus

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Fábio Rodrigues de Moura é professor do Departamento de Economia da UFS. (foto:Josafá Neto/Rádio UFS)

 

Fonte: UFS/Por Josafá Neto - Rádio UFS

 

Se a vacinação contra a covid-19 avançar e a taxa de reprodução do vírus (Rt) ficar abaixo de 1 a partir do final do mês de junho, a previsão é que a estabilização da pandemia em Sergipe ocorra a partir de dezembro deste ano. É o que aponta uma análise divulgada na manhã da última sexta-feira, 4, por pesquisadores do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no âmbito do Projeto EpiSergipe.

Esse cenário controlado da contaminação, segundo o professor Fábio Rodrigues de Moura, representa o registro, em média, de cinco novos casos diários da doença. Nisso, foi simulada a redução da velocidade de transmissão do vírus provocada pelo avanço da imunização, impedindo que a taxa fique acima de 1 novamente. Dessa forma, estima-se a estabilização da doença no estado a partir do dia 9 de dezembro de 2021.

"Trata-se de uma projeção de caráter otimista e conservador. Devido ao aumento da velocidade de propagação nos últimos meses, ainda que se estabeleça uma hipótese de quebra no comportamento de transmissão, as melhores estimativas mostram que a doença somente iniciaria sua fase de estabilização ao fim do ano," afirma o professor.
"Esses resultados evidenciam a importância da continuidade e do fortalecimento do plano de vacinação contra a infecção, sob pena do aparecimento de novas ondas e de um prolongamento da trajetória da covid-19 no estado," acrescenta o pesquisador.

Doutor em Economia Aplicada, ele ainda explica porque as previsões de estabilização estão se prolongando ao longo do tempo. Em fevereiro deste ano, por exemplo, antes do pico da segunda onda, a estimativa indicava um cenário controlado a partir de julho.

"Além do andamento do processo de vacinação, vale frisar que a previsão pode se estender ainda mais, por conta de outros fatores, como o comportamento da população no distanciamento físico, as medidas de cuidado em geral", ressalta o professor.

Além de Fábio Moura, a análise foi elaborada pelos professores do Departamento de Economia da UFS, Fernanda Esperidião, Luiz Carlos Ribeiro, José Ricardo de Santana, José Roberto Lima Andrade e Marco Antônio Jorge e pelos discentes do mestrado acadêmico em Economia, José Heleno Alves da Silva e Maria Jadenice de Santana.

Projeto EpiSergipe

A Universidade Federal de Sergipe firmou uma parceria com o Governo de Sergipe para o desenvolvimento de um projeto que visa acompanhar o grau de contaminação e os impactos do coronarívurs em Sergipe. O investimento é de R$ 4.160.000,00.

Subdividido em três vertentes, o Projeto EpiSergipe tem duração de um ano e consiste em monitorar o nível de infecção da covid-19 no território sergipano, identificando-se a prevalência da doença, estimar os impactos socioeconômicos da pandemia no estado e acompanhar os impactos sociais da contaminação em populações mais vulneráveis.