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Sergipano tem a menor renda mensal desde 2012, aponta IBGE

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O rendimento médio mensal dos sergipanos em 2021 foi de R$1.596. Isso representa uma redução de 11% na comparação com 2020 (R$1.795). Essa é a menor renda desde o início da série histórica em 2012, quando a população do estado, em média, tinha um rendimento de R$ 1.784. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados na sexta-feira (10).

sergipe 130622Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), que investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes não oriundas do trabalho das pessoas residentes no Brasil.

Em âmbito nacional, esse rendimento foi de R$ 2.265, sendo que o estado do Maranhão registrou o menor rendimento do país com R$ 1.270.

Ainda segundo o IBGE, o rendimento advindo de outras fontes reduz após o período pandêmico de 2020. No primeiro ano da pandemia de COVID-19 (2020), observou-se a redução do peso do trabalho e aumento de outras fontes de rendimento, no entanto, entre 2020 e 2021 o movimento foi o oposto.

A tendência de aumento da parcela correspondente ao rendimento do trabalho e queda do peso do rendimento de outras fontes ocorreu em todas as Grandes Regiões.

A Região Sul permanecia com o maior percentual de pessoas com rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos (47,2%). A Região Nordeste, por outro lado, registrava o menor percentual de pessoas com rendimento recebido de todos os trabalhos (33,4%) em 2021 e o maior percentual daquelas que recebiam de outras fontes
(29,5%).

Vale ressaltar que os rendimentos considerados como de outras fontes, representam a categoria de aposentadoria e pensão, aluguel e arrendamento, doação, dentre outros.

Em Sergipe, 57,8% da população tinha rendimento advindo de todas as fontes, porém, somente em 36% esse rendimento era habitualmente recebido em todos os trabalhos. Outro detalhe é que em 29,1% das pessoas, o rendimento provém de outras fontes (aposentadoria e pensão, aluguel e arrendamento, doação).

É importante ressaltar que em um período anterior à pandemia (2019), 12,6% era o percentual de pessoas com rendimento vindo de outros rendimentos, como é o caso de pessoas que recebem programas do Governo. Esse percentual saltou para 19% em 2020, no auge da pandemia, e voltou a reduzir-se em 2021, com 16,4%.


Em 2021, reduz o número de pessoas que receberam auxílio de programas governamentais

Em relação a todos os trabalhos, o rendimento chegou a R$1.802 em Sergipe no ano de 2021. Em 2020 era de R$1.967 e antes da pandemia, em 2019, R$1.777. Ou seja, também foi um rendimento que apresentou redução na passagem entre os anos de 2020 a 2021. Em Sergipe, observou-se que 19,1% dos domicílios (ou 149 mil) receberam bolsa família em 2021, na comparação com 30,3% em 2019 e 15% em 2020.

Como parte dos beneficiários do Programa Bolsa Família passou a receber o auxílio emergencial, entre 2019 e 2020 houve redução da proporção de domicílios que recebiam tal benefício. Além disso, o percentual de domicílios que receberam rendimentos de outros programas sociais chegaram a 26,6% (ou 207 mil) em 2021. Esse percentual é menor se comparado a 2020 (33%). Na análise nacional, o estado da Paraíba registrou o maior percentual de domicílios que receberam rendimentos de outros programas sociais (27%) e o menor foi registrado em Santa Catarina, com 5,8%. O Benefício de Prestação Continuada foi o único rendimento que permaneceu estável nos últimos 3 anos, chegando a 4,6% em 2021, no estado de Sergipe. Essa estabilidade ocorreu em nível nacional.


Desigualdade social é verificada entre pessoas que recebem ou não auxílio governamental

O rendimento domiciliar per capita de quem faz uso do programa Bolsa Família é de R$ 308, na comparação com R$ 1.109 de pessoas que não recebem o benefício. Em relação ao recebimento de outros programas sociais, esse valor por pessoa chega a R$ 508, na comparação com R$ 1.099 que não recebe auxílio de outros programas sociais.



Fonte: FanF1