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Sindijus solicita que TJSE reverta corte de ponto de servidores

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Sindijus solicita que TJSE reverta corte de ponto de servidores

A direção do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus) protocolou, nesta quarta-feira, 23, um ofício junto à presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) solicitando o imediato pagamento dos salários descontados dos servidores que aderiram à greve sanitária entre os dias 03 e 21 de agosto, bem como uma reunião com a direção do sindicato por meio de videoconferência. Os cortes de alguns servidores chegaram a mais de 50% do valor de suas remunerações.


Realizada com o único objetivo de resguardar a vida e saúde dos servidores do TJSE, a greve foi deflagrada no momento do pico da pandemia em Sergipe. “Diferentemente de uma greve convencional, a greve sanitária não significa paralisar os trabalhos, mas recusar o trabalho sob determinadas condições. Neste caso, no regime presencial”, explicou Alexandre Rollemberg, coordenador de administração e finanças do Sindijus.

Não houve prejuízo à população

O documento encaminhado para o TJSE explica que, no período de 03 a 24 de agosto, não havia a possibilidade de realização de audiências presenciais e nem atendimento ao público, ou seja, “não houve adição de nenhuma tarefa que não pudesse ser realizada sob a forma de trabalho remoto”. Assim, “não houve prejuízo para sociedade e nem para as unidades em que os servidores continuaram trabalhando via home office, o que não justifica tamanha medida retaliadora”, argumenta a direção do sindicato no texto do ofício.

Tratamento desigual

Para Alexandre, o corte de ponto revela a tratamento desigual concedido pelo tribunal a servidores e magistrados: “Enquanto o tribunal cortou o ponto dos servidores, protegeu os juízes e desembargadores, que não tiverem os salários descontados, mesmo sem o comparecimento às unidades a partir de 03 de agosto”, pontuou.


Tentativa de diálogo

“Esperamos que a gestão do tribunal reconheça que a greve sanitária não prejudicou em nada o andamento das ações e o trabalho desempenhado pelos servidores, que mantiveram os índices produtividade atuando na modalidade home office. Porém, caso o diálogo não surta efeito, tentaremos reverter esta injusta situação pelos meios jurídicos”, destacou o coordenador geral do Sindijus, Jones Ribeiro.

Mais prejudicados

Os servidores mais prejudicados foram os analistas de serviço social e psicologia e os agentes de proteção, que diante do desconto pela adesão à greve desde o dia 03 de agosto, quando a exigência da presença de 100% desses profissionais de forma presencial só se deu em 12/08, com a publicação da portaria normativa n° 68. “Ou seja, a penalização produziu efeitos retroativos”, lamentou o dirigente sindical.