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Sindijus solicita suspensão da 3ª fase da retomada presencial no TJSE

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Diante do número dos casos de servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) que testaram positivo para a COVID-19, a direção do Sindijus expediu, nesta quarta-feira, 09, ofício à Presidência do TJ, solicitando suspensão da 3ª fase da retomada gradual, que prevê o retorno dos atendimentos presenciais em todas as unidades do Estado a partir da próxima segunda-feira, 14.

“Após o fim da greve sanitária, servidores foram contaminados por Covid-19 em pelo menos quatro unidades do Tribunal de Justiça de Sergipe. Enquanto isso, juízes permanecem desobrigados do trabalho presencial, desmascarando o tratamento desigual que historicamente o Sindijus denuncia”, criticou o coordenador geral do Sindijus, Jones Ribeiro.

Com o retorno das atividades presenciais, a direção do Sindijus percorreu algumas unidades e fóruns realizando visitas de fiscalização, quando constatou descumprimento de normas sanitárias, a exemplo da inexistência do distanciamento social mínimo, falta de espaço e de divisórias adequadas nas estações de trabalho; problemas na limpeza e na estrutura física, como a presença de mofo; e ausência de política unificada de distribuição de equipamentos e insumos.

A situação demonstra que, mesmo mais de um mês depois, o TJSE não está preparado para a realização do trabalho presencial. “Não se pode retomar o trabalho presencial para despois providenciar as adequações necessárias a fim de resguardar a saúde dos servidores: esta lógica está invertida. O Sindijus avalia que não é seguro realizar atendimento externo até que sejam adotadas todas as medidas necessárias para garantia da segurança de servidores e usuários do serviço”, completou Alexandre Rollemberg, coordenador do Sindijus.


Assim, no oficio encaminhado pela direção do sindicato, o pedido de abertura para atendimento externo está condicionado ao cumprimento, por parte do TJSE, do protocolo de segurança e saúde no trabalho: a efetivação de medidas de distanciamento social e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual e insumos, além da criação de um protocolo de suspensão imediata das atividades, testagem, isolamento e desinfecção nos ambientes que tiverem sido usados por servidores contaminados com o coronavírus.

“O Presidente se nega a tratar de condições de trabalho com a direção do Sindijus, caminho que foi tentado por gestão recente do órgão e que terminou de maneira traumática. A diretoria do sindicato espera que o Presidente Osório Ramos Filho retome o caminho da negociação, para que possamos construir um bom legado", finalizou Jones Ribeiro.