logo mobile

Imprimir

Tentativa de diálogo: Sindijus protocola novo ofício à presidência do TJSE solicitando reunião

.



Nesta terça-feira, 20, a direção do Sindijus protocolou ofício direcionado ao desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe solicitando, mais uma vez, que o órgão se reúna com o sindicato, reabrindo assim o diálogo com a categoria.

“Faltam pouco mais de três meses para o encerramento do mandato do atual presidente do TJSE e queremos alinhar padrões mínimos para as próximas tratativas. Estamos prestes a iniciar nossa campanha salarial, e é necessário que a gestão se posicione diante de diversos assuntos pertinentes às condições salariais e de trabalho dos servidores efetivos que fazem desse o Tribunal mais qualificado do país”, avaliou Sara Cavalcante do Ó, coordenadora geral do Sindijus.

O coordenador de administração e finanças do Sindijus, Alexandre Rollemberg, rememora que no início da atual gestão, o TJSE chegou a firmar diálogo com a entidade sindical. Entretanto, a partir de meados de 2020, as dificuldades de interlocução aumentaram e, após o início da pandemia, o TJSE tem se recusado a estabelecer qualquer contato com os trabalhadores.

“A gestão do desembargador Osório Ramos já deixou claro que sobre o protocolo de retomada das atividades presenciais e sobre a greve sanitária realizada pelo Sindijus não existe possibilidade de diálogo. Porém, embora importantes, estas não são as únicas pautas de reivindicação da nossa categoria”, destacou Alexandre.

Avaliação da Gestão

No documento, a direção do Sindijus faz um balanço preliminar a respeito das ações desempenhadas pela atual gestão do Tribunal até o momento, resgatando alguns avanços para os servidores efetivos, a exemplo dos resultados obtidos na última campanha salarial, mas também apontando os inúmeros desafios que a categoria ainda enfrenta.

“A atual gestão manteve as desigualdades existentes no TJSE. Os magistrados e cargos em comissão foram vastamente beneficiados, recebendo novas vantagens que desdenham da crise econômica imposta à classe trabalhadora”, denunciou Sara, referindo-se, por exemplo às indenizações de licenças que chegaram à casa dos 30 mil reais, gratificações de acúmulo de até 10 mil reais, indenização de férias, ampliação das gratificações de gabinete.

“Além disso, nesta gestão foi retomada a revisão dos altos cargos em comissão, elevando o CCE-1 a mais de 16 mil reais”, completou.

A coordenadora geral do Sindijus avalia ainda que nestes últimos meses do ano, o sindicato tem três grandes desafios: “Lutar para garantir o funcionamento dos serviços judiciais com segurança à saúde dos servidores, magistrados e da população usuária; cumprir as iniciativas estratégicas pendentes do planejamento estratégico do último quinquênio e concluir a elaboração do próximo planejamento estratégico; além de realizar a negociação da pauta dos servidores até janeiro de 2021”.