Serviços e construção puxam geração de empregos em Sergipe, mas comércio registra queda no início de 2026

Dados do Novo Caged analisados pelo Dieese mostram saldo positivo de 293 vagas formais em janeiro no estado; comércio lidera demissões após contratações temporárias do fim de ano.

 

Industria em Sergipe Foto Arthuro Paganini

 

O mercado de trabalho formal em Sergipe iniciou 2026 com saldo positivo de empregos, ainda que de forma moderada. Em janeiro, o estado registrou a criação líquida de 293 postos de trabalho com carteira assinada, resultado da diferença entre admissões e desligamentos, segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos dados do Novo Caged.

O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de serviços (499 vagas), construção civil (457) e indústria (268). Em contrapartida, o comércio (-815) e a agropecuária (-116) registraram mais demissões que contratações no período.

De acordo com o boletim do Dieese, o resultado negativo do comércio no início do ano é considerado sazonal, já que normalmente ocorre após o encerramento dos contratos temporários firmados para atender ao aumento das vendas durante as festas de fim de ano.

No acumulado dos últimos 12 meses, Sergipe soma 16.263 empregos formais criados, indicando que, apesar das oscilações mensais, a tendência recente do mercado de trabalho no estado ainda é de crescimento.

 

Municípios com maior geração de empregos

Entre os municípios sergipanos, São Cristóvão liderou a geração de vagas em janeiro, com 197 novos postos, seguido por Lagarto (158) e Campo do Brito (151). Também apresentaram saldos positivos Poço Verde (83), Simão Dias (81) e Barra dos Coqueiros (67).

Por outro lado, alguns municípios registraram queda no emprego formal no período. Os maiores saldos negativos foram observados em Nossa Senhora do Socorro (-138), Aracaju (-108), Laranjeiras (-71) e Capela (-64). 

Apesar do resultado negativo em janeiro, Aracaju ainda acumula saldo positivo de 7.599 empregos formais nos últimos 12 meses, segundo os dados analisados.

 

Salários de admissão seguem menores que os de demissão

Outro dado apontado pelo levantamento é a diferença entre os salários pagos na entrada e na saída dos trabalhadores. Em janeiro de 2026, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.389,50, enquanto o salário médio de desligamento chegou a R$ 2.417,50, uma diferença de R$ 28.

Segundo o Dieese, essa diferença indica que a reposição das vagas ocorre, em média, com remuneração inferior à dos trabalhadores que deixam seus postos, fenômeno observado ao longo de todo o período analisado.

 

Resultado nacional

No Brasil, o mercado de trabalho formal registrou saldo positivo de 112.334 vagas em janeiro de 2026. Os principais responsáveis pela geração de empregos foram os setores de indústria, construção civil, serviços e agropecuária, enquanto o comércio apresentou retração no mês. No acumulado de 12 meses, o país soma mais de 1,22 milhão de empregos formais criados, segundo o Novo Caged.

 

Fonte: DIEESE 

 

 

 

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